"Vamos atacá-los com extrema força". Trump não se compromete com calendário para fim da guerra
Embora mantenha entreaberta a porta da negociação, o presidente norte-americano ameaça fazer recuar os iranianos "à idade da Pedra, onde pertencem".
"Graças ao progresso que fizemos, posso afirmar esta noite que estamos no bom caminho para concluir todos os objetivos militares dos Estados Unidos em breve, muito em breve, vamos atacá-los com extrema força nas próximas duas ou três semanas", afirmou o presidente norte-americano. O presidente norte-americano e os conselheiros têm oferecido explicações e cronogramas contraditórios para o conflito e, no discurso, Trump não mencionou a possibilidade de um cessar-fogo.
O inquilino da Casa Branca acrescentou que os Estados Unidos destruíram a marinha e a Força Aérea de Teerão e estagnaram os programas de mísseis balísticos e nucleares, avisando ainda que se não existir acordo, os EUA vão atacar mais infraestruturas energéticas iranianas.
"Porém, se durante esse período não dor assinado nenhum acordo, estamos de olho em alvos-chave. Se não houver acordo, vamos atacar cada uma das suas centrais elétricas de produção de energia, com muita força e provavelmente em simultâneo", ameaçou.
"Não atacaremos o petróleo deles, embora esse seja o alvo mais fácil de todos. Porque isso não lhes daria a mais pequena hipótese de sobrevivência ou reconstrução. Mas poderíamos atingi-lo e seria o seu fim. E não há nada que eles possam fazer quanto a isso". Segundo Trump, o Irão "não tem equipamento aéreo. O radar deles foi 100 por cento destruído. Somos uma força militar imparável".
“Temos todas as cartas”
Porém, Donald Trump recusou-se a apresentar um plano concreto para pôr fim à guerra, que já dura há cinco semanas, além de dizer que os EUA terminariam o trabalho "demasiado depressa".
"Temos todas as cartas na manga", disse Trump na Casa Branca, no seu primeiro pronunciamento em horário nobre desde que os EUA e Israel iniciaram a guerra, a 28 de fevereiro. "Eles não têm nenhuma."
Ainda que o presidente tenha reconhecido brevemente a crescente preocupação, entre os norte-americanos, de que a guerra esteja a tornar a gasolina inacessível, insistiu que os preços iriam cair em breve e que os aumentos eram principalmente culpa do Irão.
"Somos agora totalmente independentes do Médio Oriente, e, contudo, estamos lá para ajudar. Não precisamos de lá estar. Não precisamos do petróleo deles. Não precisamos de nada que eles têm. Mas estamos lá para ajudar os os nossos aliados", frisou Donald Trump. O inquilino da Casa Branca deixou ainda a garantia de que a economia dos Estados Unidos está muito bem preparada para enfrentar a ameaça iraniana.
"Muitos americanos ficaram preocupados com o recente aumento dos preços de gasolina aqui nos Estados Unidos. Este aumento a curto prazo foi inteiramente fruto dos ataques terroristas insanos lançados pelo regime iraniano contra petroleiros internacionais e os países vizinhos, que nada têm a ver com o conflito".
"Isto é mais uma prova de que o Irão nunca poderá ser fiável com as armas nucleares. Vão utilizá-las e utilizá-las rapidamente. Isto levaria a décadas de extorsão sofrimento económico e instabilidade piores do que podíamos imaginar. Os EUA nunca estiveram tão bem preparados economicamente para enfrentar essa ameaça. Vocês sabem disso", acrescentou.
Trump instou ainda os norte-americanos a "manter este conflito em perspetiva", referindo que as guerras anteriores no Iraque, no Vietname e na Coreia exigiram um envolvimento norte-americano muito mais longoEUA não abandonam países do Golfo
Trump prometeu ainda que não abandonará os países do Golfo, alvos dos ataques do Irão em retaliação pelos ataques israelitas e norte-americanos.
Iraque inicia exportações de petróleo por camião via Síria
O Iraque "iniciou as exportações de petróleo por camião-cisterna através da Síria", revelou o Ministério num comunicado divulgado na noite de quarta-feira.
Especificou que a Síria garantiria a "passagem segura" do petróleo e que as exportações aumentariam "gradualmente".
Uma fonte do setor petrolífero iraquiano disse à AFP que, dos 299 camiões programados, "178 camiões-cisterna carregados com fuelóleo" chegaram à refinaria no porto de Banias, na costa mediterrânica da Síria, no âmbito da "fase inicial das exportações".
"Este carregamento, o primeiro deste tipo, entrou pela passagem fronteiriça de al-Tanf, vindo do Iraque", disse à AFP Safwan Sheikh Ahmad, porta-voz da petrolífera estatal síria.
Safwan Sheikh Ahmad especificou que os veículos seriam descarregados no terminal de Banias e que a carga seria transferida para navios-tanque para exportação. "O primeiro carregamento, composto por 299 camiões, está a entrar na Síria em lotes, e o segundo é esperado em breve", acrescentou.
O Iraque é altamente dependente das suas exportações de petróleo, que representam aproximadamente 90% das suas receitas orçamentais.
Como membro fundador da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), o Iraque está sujeito, desde 28 de Fevereiro e o início da guerra no Médio Oriente, a restrições à circulação de navios no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz, por onde até então passava a maior parte das suas exportações.
Irão afirma que ataques a instalações no Golfo "são um aviso"
Num comunicado divulgado pelos meios de comunicação iranianos, a Guarda Revolucionária Islâmica afirmou ter atacado instalações siderúrgicas em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, e fábricas de alumínio no Bahrein, após ataques anteriores realizados no fim de semana.
“Estes ataques são um aviso, e se o ataque às indústrias iranianas se repetir, a próxima resposta será muito mais dolorosa, atacando a principal infraestrutura do regime de ocupação e as indústrias económicas americanas na região”, acrescentou o comunicado.
Exército israelita afirma ter morto 40 combatentes do Hezbollah nas últimas 24 horas
Afirma ainda que as tropas terrestres israelitas, que estão a realizar uma invasão em partes do sul do Líbano, identificaram e "eliminaram" uma célula do Hezbollah e atacaram extensas infraestruturas do grupo. Entretanto, a marinha israelita também atingiu um depósito de armas no sul, segundo o comunicado.
No total, o exército israelita afirma que os seus ataques "aéreos, marítimos e terrestres" mataram mais de 40 membros do Hezbollah nas últimas 24 horas.
Macron afirma que é irrealista abrir o Estreito de Ormuz à força
"Algumas pessoas defendem a ideia de libertar o Estreito de Ormuz à força através de uma operação militar, uma posição por vezes expressa pelos Estados Unidos, embora tenha variado", disse Macron aos jornalistas durante uma viagem à Coreia do Sul.
"Esta nunca foi uma opção que apoiamos, porque é irrealista", acrescentou. "Levaria uma eternidade e exporia todos aqueles que atravessam o estreito aos riscos dos guardiões da revolução, bem como aos mísseis balísticos", disse.
O presidente francês acusou ainda o homólogo norte-americano de minar a NATO ao criar "dúvidas diárias sobre o seu compromisso.
“Não devemos dizer o contrário do que dissemos ontem todos os dias", afirmou Macron numa declaração endereçada a Trump,
O inquilino do Palácio do Eliseu acrescentou ainda que a guerra travada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão não pode resolver a questão do programa nuclear de Teerão.
"Não é uma ação militar direcionada, mesmo que por algumas semanas, que resolverá a questão nuclear a longo prazo", disse Macron aos jornalistas.
Para Macron, “se não houver uma estrutura para negociações diplomáticas e técnicas, a situação poderá deteriorar-se novamente numa questão de meses ou anos. Só através de negociações aprofundadas, um acordo (...) poderemos garantir um acompanhamento a longo prazo e preservar a paz e a estabilidade para todos".
Paulo Rangel participa na reunião de hoje sobre Estreito de Ormuz
Na reunião, que se vai realizar por videoconferência, pretende-se avaliar "medidas diplomáticas e políticas viáveis" para restaurar a liberdade de navegação, garantir a segurança dos navios e tripulantes retidos e retomar o transporte de mercadorias essenciais.
As cerca de três dezenas de países convocados vão reunir-se por iniciativa do Reino Unido, na sequência de uma posição tomada inicialmente feita por Londres em conjunto com França, Alemanha, Itália, Países Baixos e Japão em 19 de março.
Entretanto, 31 outros países, incluindo Portugal, subscreveram a mesma declaração, exigindo que o Irão cesse as suas tentativas de bloquear o estreito e comprometendo-se a "contribuir para os esforços adequados para garantir a passagem segura" por aquela via marítima.
Irão não retomou o enriquecimento nuclear
"Não retomámos o enriquecimento, e isso foi uma mentira, uma grande mentira, como as outras mentiras", afirmou Najafi, quando questionado sobre as acusações americanas que levaram ao atual conflito no Médio Oriente.
Irão executa homem condenado por colaboração com Israel durante protestos de janeiro
"Amir-Hossein Hatami foi enforcado ao amanhecer de hoje" por cometer atos que "minam a segurança nacional em nome do regime sionista e dos Estados Unidos", informou o Mizan Online, site oficial do poder judicial iraniano.
O comunicado especificava que estes atos incluíam uma tentativa de invasão de uma "instalação militar" para "apreender as armas ali armazenadas" durante os recentes protestos.
Ataques à central nuclear de Bushehr constituem "uma clara violação do direito internacional"
"Mesmo em tempo de guerra, é proibido atacar instalações utilizadas por civis, e tal ataque seria um crime extremamente grave, um crime contra a humanidade, um crime de guerra", acrescentou, sublinhando que, em caso de fuga radioactiva, a água seria contaminada e a população teria de ser evacuada.
Rússia pronta para ajudar a resolver conflito com o Irão
"O presidente continua estes contactos e, se os nossos serviços forem de alguma forma necessários, estamos, naturalmente, prontos para dar o nosso contributo para garantir que a situação militar transite para um rumo pacífico o mais rapidamente possível", disse Peskov aos jornalistas.
Centro médico centenário danificado por bombardeamentos
“A agressão contra o Instituto Pasteur do Irão – um pilar centenário da saúde global e membro da Rede Pasteur Internacional – é um ataque direto à segurança sanitária internacional”, escreveu o porta-voz Hossein Kermanpourna rede social X.
The aggression against Pasteur Institute of Iran—a century-old pillar of global health & member of International Pasteur Network—is a direct assault on international health security. This violates Geneva Conventions & IHL principles. We call on @WHO @ICRC & global health bodies… pic.twitter.com/80mv8qgcnq
— حسین کرمانپور Hossein.Kermanpour (@HKermanpour) April 2, 2026
O porta-voz do Ministério iraniano da Saúde apelou ainda à OMS e ao Comité Internacional da Cruz Vermelha para que “condenem este ataque, avaliem os danos e apoiem a reconstrução”.
Líderes europeus defendem cooperação entre aliados para reabrir estreito
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, debateram na quarta-feira a crise no Médio Oriente. Ambos reprovaram as ações iranianas no Estreito de Ormuz, que "está a manter a economia global como refém".A conversa teve lutar na véspera de a ministra britânica dos Negócios Estrangeiros, Yvette Cooper, presidir a uma reunião por teleconferência com 35 países em busca de soluções conjuntas que ajudem a reabrir o Estreito de Ormuz.
"Está a tornar-se cada vez mais claro que, neste mundo volátil e em constante evolução, o nosso interesse nacional a longo prazo exige uma parceria mais estreita com os nossos aliados na Europa e na União Europeia", assinalou Starmer em conferência de imprensa.
Chefe do Exército iraniano orienta comandantes a prepararem-se para qualquer ataque
Reconstrução de siderúrgica iraniana danificada levará até um ano
Pequim pede fim "imediato" das hostilidades após declarações de Trump
"Instamos mais uma vez as partes envolvidas a cessarem imediatamente as operações militares e iniciarem um processo de negociações de paz o mais rápido possível".
"A causa principal da interrupção da navegação no Estreito de Ormuz reside nas operações militares ilegais realizadas pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão", afirmou a porta-voz do Ministério.
"Só um cessar-fogo e a cessação das hostilidades" preservarão a segurança do tráfego marítimo internacional, acrescentou.
Forças armadas iranianas prometem "ações ainda mais devastadoras"
"Com fé em Deus (Alá) todo-poderoso, esta guerra continuará até à sua humilhação, desonra, arrependimento final e capitulação", disse o comandante, em comunicado transmitido pela televisão estatal iraniana.
"Esperem ações ainda mais devastadoras, abrangentes e destrutivas", frisou al-Anbiya.
Embaixada dos EUA em Bagdade alerta para possíveis ataques nas próximas 48 horas
MQ-9 Reaper. Primeiro "drone" norte-americano de longo alcance chega às Lajes
Aterrou na Base das Lajes, nos Açores, o primeiro drone de longo alcance dos Estados Unidos.
Em causa estão os chamados "drones assassinos" MQ-9 Reaper, numa operação de elevado secretismo.Os MQ-9 Reaper são utilizados em missões de combate, reconhecimento e vigilância, podendo transportar até oito mísseis de alta precisão.
Vários caças e aviões reabastecedores norte-americanos têm continuado a usar a base açoriana, além de dois cargueiros C-130.
As aeronaves não tripuladas são semelhantes aos caça F-35, com 11 metros de comprimento e cerca de 20 metros de envergadura, sendo operados à distância, com uma autonomia de 27 horas de voo, a altitudes de até 15 mil metros.
A alta precisão de deteção realiza-se através de câmaras, incluindo térmicas.
A alocução de Trump sobre a guerra com o Irão. "Temos todas as cartas, eles não têm nenhuma"
- O presidente norte-americano reiterou a convicção, durante uma comunicação a partir da Casa Branca, de que a guerra no Médio Oriente poderá estar concluída em "duas a três semanas". Ao mesmo tempo, prometeu atacar com "muita força" o Irão no horizonte próximo e instou, uma vez mais, o regime dos ayatollahs a aposta nas negociações;
- "Vamos atacá-los com extrema dureza nas próximas duas a três semanas. Vamos mandá-los de volta à idade da pedra, onde pertencem. Entretanto, as negociações continuam", clamou Donald Trump, para repetir uma ameaça: "Se não houver acordo, vamos atacar cada uma das suas centrais elétricas com muita dureza e, provavelmente, em simultâneo";
- Ainda segundo Trump, no momento em que a guerra terminar o Estreito de Ormuz "abrir-se-á naturalmente";
- O presidente norte-americano voltou também a exortar os países que dependem do petróleo transportado através de Ormuz a que "cuidem" desta passagem, uma vez que os Estados Unidos "não precisam" desta via: "Vão para o estreito, tomem-no, protejam-no, utilizem-no";
- Donald Trump argumentou que a República Islâmica estaria a tentar "reconstruir o seu programa nuclear num local totalmente diferente" dos alvos bombardeados na operação Midnight Hammer, a 22 de junho do ano passado, pelo que israelitas e norte-americanos se propuseram "acabar com eles": "O regime procurou reconstruir o seu programa nuclear num local totalmente diferente, deixando claro que não tencionava abandonar a sua intenção de obter armas nucleares. Estava também a construir rapidamente os seus arsenais de mísseis balísticos convencionais e poderia em breve dispor de mísseis capazes de atingir o território norte-americano, a Europa e praticamente qualquer lugar do mundo";
- Trump voltou igualmente a acusar os países da NATO de falta de apoio. O presidente dos Estados Unidos queixa-se de não ter recebido ajuda suficiente por parte dos países-membros da Aliança Atlântica na Operação Fúria Épica;
- O Governo iraniano veio entretanto acusar a Administração Trump de impor exigências "maximalistas e irracionais", voltando a negar ter pedido um cessar-fogo, desmentindo assim Donald Trump. "Foram recebidas mensagens através de intermediários, incluindo o Paquistão, mas não há negociações diretas com os Estados Unidos", insistiu o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmail Baghaei;
- O líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, deixa críticas severas ao discurso do presidente norte-americano, questionando-se sobre quando, na história, houve "um discurso presidencial de guerra mais desconjuntado e patético". "As ações de Donald Trump no Irão vão ser consideradas um dos maiores fiascos políticos da história do nosso país, falhando na articulação de objetivos, alienando aliados e ignorando os problemas de mesa de cozinha que os americanos enfrentam", reprovou o senador democrata;
- As Forças de Defesa de Israel indicaram, nas últimas horas, que as defesas aéreas do país responderam a pelo menos quatro vagas de mísseis iranianos. A terceira destas vagas atingiu o Estado hebraico enquanto Donald Trump fazia a sua comunicação a partir da Casa Branca;
- A embaixada dos Estados Unidos no Iraque alertou para o risco de ataques, por parte de "milícias alinhadas com o Irão" nas próximas 24 a 48 horas, apelando aos cidadãos norte-americanos para que abandonem aquele país;
- O primeiro-ministro da Austrália fez um apelo ao fim da guerra no Médio Oriente, na sequência do discurso de Donald Trump. Anthony Albanese afirmou que a ofensiva israelo-americana enfraqueceu a Força Aérea, a Marinha e a indústria militar do Irão. "Agora que esses objetivos foram alcançados, não é claro o que resta por fazer, nem como poderá ser o desfecho. O que é claro é que, quanto mais a guerra se prolongar, maior será o seu impacto na economia mundial", sustentou.
Trump acusa NATO de abandonar Washington
O presidente dos Estados Unidos volta a acusar os países da NATO de falta de apoio.
Foto: Yves Herman - Reuters
Casa Branca ameaça cortar apoio militar a Kiev
Donald Trump ameaçou, na comunicação aos Estados Unidos e ao mundo, deixar de fornecer armas à Ucrânia, se a Europa não ajudar a reabrir o Estreito de Ormuz.
Foto: Alex Brandon - Reuters
Israel e Irão trocam bombardeamentos intensos
A força aérea israelita atacou centros de comando e unidades de produção de mísseis do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica.
No Líbano, Israel diz que abateu o comandante da frente sul do Hezbollah, durante uma operação cirúrgica lançada a partir de uma plataforma naval ao largo de Beirute.
Paulo Rangel. Uso da base das lajes cumpre acordos com EUA
O ministro dos Negócios Estrangeiros garante que Portugal não está envolvido no conflito com o Irão e que a utilização da base das Lajes cumpre o acordo firmado com os Estados Unidos.
Foto: Tiago Petinga - Lusa
"Sempre que seja em resposta a um ataque que foi sofrido, necessário e proporcional e, ao mesmo tempo, não vise alvos civis, para Portugal, se essas garantias nos forem dadas e puderem ser observadas, nós obviamente que estamos tranquilos. Até agora, foi isso que aconteceu", sustentou o governante.O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, agradeceu esta semana a Paulo Rangel, a "estreita" cooperação económica e de defesa de Portugal, indicou o próprio Departamento de Estado em Washington
De acordo com o porta-voz adjunto Tommy Pigott, durante uma conversa, na terça-feira, entre os chefes da diplomacia de Estados Unidos e Portugal, Rubio "destacou a contínua solidez dos laços bilaterais".
"O secretário Rubio agradeceu ao ministro a estreita cooperação económica e de defesa de Portugal. Ambos os líderes expressaram o seu compromisso com a segurança transatlântica", indicou.
Por sua vez, o Ministério dos Negócios Estrangeiros adiantou no X que ambos os governantes "falaram da situação no Médio Oriente e registaram a importância da ligação transatlântica, tendo abordado também a relação bilateral a nível da economia e da defesa".Desde o início da ofensiva contra o Irão que vários aviões militares, sobretudo de reabastecimento, têm descolado das Lajes, nos Açores, em voos praticamente diários.
O Governo português concedeu uma "autorização condicionada" ao uso da Base das Lajes, apontando que a infraestrutura só poderia ser utilizada "em resposta a um ataque, num quadro de defesa ou retaliação", que a ação tinha de ser "necessária e proporcional" e que só podia "visar alvos de natureza militar".
Lajes. EUA agradecem cooperação a Portugal
Os Estados Unidos agradecem a cooperação de Portugal, em matéria económica e de defesa. Reconhecimento feito durante um telefonema entre o secretário de estado Marco Rubio e o ministro Paulo Rangel.